O caminho de mão única

Atualmente vivemos dias em que se prega a liberdade e a liberdade acima de todas as coisas, porém, é inegável que o homem continua vivendo a necessidade de acreditar em algo maior, numa força superior; e de fato o homem tem liberdade pra isso e o mundo livre está aberto a todo tipo de crença e filosofia. Eu nunca fui um cristão fundamentalista e sempre procurei compreender a fé de cada pessoa e ainda que continue vivendo o desejo de que todos possam encontrar o verdadeiro caminho para um espírito eterno, que jamais afirmei categoricamente ser eu detentor da receita, sempre me preocupei com certas filosofias pouco convencionais.

É fato que muitos de nós encontramos equilíbrio para a vida em filosofias que enxergam no homem o amuleto ou sustentáculo para o dia a dia; filosofias que acreditam no poder da mente como principal fator de fé e transformação do espírito, ou ainda uma fé politeísta, onde uma sacola de deuses é colocada diante de um altar e é só. Também sei que a fé, seja ela qual for, pode sustentar e transformar uma existência pelo simples fato da afirmação, da certeza, porém quero trazer à luz uma outra questão, a questão da salvação.

Assim como o cristianismo, o islã, o espiritismo e tantas outras expressões de fé acreditam na vida após a morte ou na vida eterna, mas sabemos que muitas dessas religiões esqueceram de um pequeno detalhe na construção dessa via de salvação. Esqueceram que essa via é de mão única.

Dias atrás eu conversava com um amigo que afirmou acreditar que toda fé leva a salvação, e mais ainda, que a salvação acontecerá de qualquer forma, independente de que viva o homem. Na verdade achei essa afirmação bastante estranha para alguém que foi criado dentro do cristianismo e conheceu uma verdade chamada Jesus, que é único elo entre nós e a eternidade.

É certo que temos muito que aprender com os adoradores de Allah, sobre fidelidade, sobre adoração e sobre dedicação. Nós evangélicos, temos ainda, o que aprender com os católicos sobre ser cristão por amor e não por pretensão. Enquanto os evangélicos vão à igreja porque querem cura, querem prosperidade financeira, “vitória” profissional, casa nova, saúde, ou até porque morrem de medo do diabo, os católicos estão toda semana na missa por prazer, porque se sentem felizes em estar lá e acreditam que estar lá é bom para a sua vida e agrada a Deus.

O ponto principal dessa reflexão é a estrada a ser percorrida até a salvação. Então numa afirmação contrária a que disse meu amigo em algumas linhas acima, eu lembro as palavras de Jesus que afirmava – “Eu Sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao pai senão por mim”.  Também no ato da crucificação de Jesus, um dos ladrões que subiram com Ele para a morte disse – “Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino”. – e logo após Jesus disse a esse homem que estariam eles juntos no paraíso, ou seja, Jesus lhe prometeu a salvação e na verdade lhe deu a salvação naquele momento, já que Jesus falava na autoridade do Pai e a bíblia diz que em Deus não há mudança e nem sobra de arrependimento. Tudo isso me obriga a acreditar que sem Jesus não há salvação e não existe outro caminho senão Ele que é o caminho.

Seja fiel como um muçulmano e despretensioso como um católico, manso como um budista, mas nunca perca de vista o caminho que é Jesus.

 

Silvio Côrtes

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